sábado, 15 de dezembro de 2012

O retrô-vintage da CaverockB



 A marca paraense Caverock B nasceu em 2008, a partir de um desejo da estilista Deillane Costa: procurando um determinado tipo de bolsa, descobriu que o valor era muito elevado. Com isso, Deillane decidiu fazer seu próprio modelo, a partir de tecidos e aviamentos encontrados no comércio de Belém. “Costurei a bolsa toda à mão, ficou bem simples, mas fez sucesso e, com ela, recebi a minha primeira encomenda”, afirma a antiga aluna do curso de Bacharelado em Moda (Unama).

Com o passar do tempo, a marca foi crescendo, já tendo produtos nas extintas lojas-colaborativas Colabora e Colméia. Atualmente, a Caverock B aposta no e-commerce, e continua aceitando encomendas. Definida pela estilista como uma marca retrô-vintage, onde o passado inspira a construção do novo, as criações traduzem em bolsas, necessaries, carteiras e mochilas um revival de sentimentos através do ato de vestir.

Em dezembro, a procura por seus produtos aumentam, tanto para dar de presente quanto para uso próprio. “Minhas bolsas são como filhas que foram geradas através de um sonho e serão amadas por mães do coração”,diz a estilista. No site, os consumidores podem apreciar as dezenas de produtos, todos feitos com o maior carinho.

TEXTO Marcela Araújo, Luciana Vasconcelos e Dominique Alves EDIÇÃO Rosyane Rodrigues

domingo, 9 de dezembro de 2012

Projeto 54 cria baralho exclusivo




A loja El Cabriton disponibiliza uma variedade de produtos, entre roupas e acessórios, com ilustrações variadas. Os produtos ficam expostos em sua loja física em São Paulo na Rua Augusta e também no site da loja.

A grande novidade foi a criação do Projeto 54. Os donos da loja coletaram ilustrações de diversos artistas que, juntas, culminaram na criação de um baralho. O Projeto 54 é um projeto único no Brasil, pois reúne 54 diferentes artistas/ilustradores que criaram cartas de diferentes estilos. O Projeto está na sua terceira edição e 162 cartas diferentes já foram produzidas.

Perguntada sobre a criação das imagens, Erica Domenico, assessora de imprensa da loja afirma que, “os ilustradores foram convidados a partir de trabalhos enviados espontaneamente ou indicações. Nós não interferimos no processo criativo”. Erica também afirma que a plataforma de trabalho no caso, o baralho, foi inovadora para os artistas.

Com a proximidade do Natal, as pessoas procuram algo diferente para presentear e o baralho tem público mais abrangente do que os produtos de nossa loja. “Quem adora pôquer, por exemplo, se interessa em ter um baralho diferente. Virou um item de colecionador e isso é muito legal. Tanto quem consome arte e produtos ligados a design, quanto quem curte um bom jogo de cartas é fã do Projeto 54”, avalia a assessora.

Para quem quiser adquirir o baralho Projeto 54 ou outros produtos é só fazer o pedido na pagina virtual que a loja entrega em todo o Brasil via correio. Quem quiser conferir de perto é só seguir este endereço: Rua Augusta, Nº2008 (esquina com Alameda Jaú), São Paulo. Novidade também pela pagina no facebook.

TEXTO Yukio Konno e Regina Ramos EDIÇÃO Rosyane Rodrigues IMAGENS Divulgação

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jornada de Defesas de TCC_2012.2

Final de semestre é sempre o mesmo corre-corre, mas para os professores e alunos do 6º semestre do curso de Bacharelado em Moda da UNAMA, também é momento de muita alegria. É nessa época que acontecem as defesas dos Trabalhos de Conclusão de Curso, que aqui chamamos de Projetos Experimentais. De 12 a 17 de dezembro nossos futuros bacharéis em Moda estarão apresentando os resultados das pesquisas realizadas ao longo do ano. As defesas são públicas, escolha o seu tema e venha ver o que essa turma andou aprontando em 2012. Veja aqui







quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Painéis da coleção "Identidade"







Painéis da Coleção "Identidade", resultado do Projeto Experimental “A Identidade dos Jovens Adventistas através da Indumentária", de autoria de Cynthia Cazassa, Bacharel em Moda pela Universidade da Amazônia.




Identidade dos Jovens Adventistas através da Indumentária


O Blog Fazendo Moda entrevistou a antiga aluna Cynthia Cazassa, que este ano defendeu o Projeto Experimental “A Identidade dos Jovens Adventistas através da Indumentária”, sob orientação das professoras Rosyane Rodrigues e Yorrana Maia, no curso de Bacharelado em Moda da UNAMA.

Fazendo Moda – Sobre o que é o seu Projeto Experimental?
Cynthia Cazassa – O estudo abordou a identidade, mostrando a moda como forma de expressão abrangente e analisou, em particular, a identidade do vestuário dos jovens Adventistas.

Fazendo Moda – Quais foram as mais dificuldades que você encontrou durante o trabalho?
Cynthia Cazassa – O que para muitos na maioria das vezes é o mais fácil, para mim, por incrível que pareça, a escolha do tema foi uma grande barreira a ser vencida. Eu sabia sobre o que queria estudar e discutir em meu projeto, porém não conseguia explanar o assunto de forma que fosse viável para um Projeto Experimental. Só após muitas tentativas frustradas e às vésperas da entrega do pré-projeto, eu e minhas orientadoras conseguimos pensar num roteiro que fosse coerente e interligado.
Outra grande dificuldade que encontrei foi na criação da coleção. “Identidade” é um tema abrangente, se falar sobre ele é complexo, transportá-lo para o âmbito do material, das roupas, é ainda mais complicado. Imaginar formas, texturas e cores para algo tão subjetivo foi uma grande vitória da qual não me orgulho sozinha, pois nessa caminhada não teria conseguido nada sem ajuda de minhas professoras. Por fim, outra dificuldade foi o trabalho de campo. Fazer entrevistas e enquetes com mais de 150 jovens e analisar cada resposta para chegar ao conceito final do trabalho foi uma tarefa trabalhosa, mas que rendeu ótimos frutos.

Fazendo Moda – Qual foi o seu maior aprendizado nesse processo, como você avalia esse resultado?
Cynthia Cazassa – O maior aprendizado que tive foi o de assumir responsabilidades, prazos e o compromisso com a pesquisa que nunca havia experimentado. Além das responsabilidades, o projeto em si foi um grande aprendizado. Estudar sobre identidade me fez enxergar coisas, sobre mim mesma, nas quais eu nunca havia parado para pensar. No inicio, eu esperava um trabalho objetivo e descritivo sobre os jovens que eu estudaria, mas, por fim, o projeto se tornou um pouco de mim, da minha própria narrativa e hoje posso afirmar com toda a certeza que tenho um olhar e uma sensibilidade diferente e mais aguçada para ver as coisas, os lugares, as pessoas.

Fazendo Moda – O que você não faria se tivesse que passar por tal processo novamente?
Cynthia Cazassa – É difícil dizer o que eu não faria porque tudo o que eu fiz foi o caminho que me levou ao projeto. Mas acho que tentaria ouvir mais. Muitas vezes, por achar que o projeto era meu, não dei o valor adequado ao que os outros me diziam. Para mim, foi difícil aceitar que outras pessoas poderiam ter ideias interessantes para um trabalho que era meu. Foi quase no final que percebi o quanto eu estava perdendo, mas entendi a tempo de acrescentar o que precisava. É preciso saber aproveitar tudo que está ao seu redor e saber transmitir com um novo olhar, o seu olhar.

Fazendo Moda – O que você diria para quem está se preparando para a apresentação do pré projeto?
Cynthia Cazassa – Diria que a calma é a principal aliada. Quando olhamos para todo o caminho que já percorremos e vemos tudo o que ainda temos que percorrer, muitas vezes pode bater a ansiedade e o desespero, mas não deixe que estes sentimentos tomem conta de você. Fazer um roteiro com os tópicos que serão apresentados, ler o seu Projeto e fazer um resumo sobre tudo o que você pesquisou será de grande ajuda. Lembre-se sempre que o Projeto é seu e que você tem total domínio sobre ele, afinal, foi você quem o criou, o mérito é todo seu, vá em frente!

TEXTO Darlene Galvão e Iranilde Serpa EDIÇÃO Rosyane Rodrigues IMAGENS Arquivo pessoal

domingo, 11 de novembro de 2012

Maria Antonieta inspira coleção de lingerie

Ambiência, Croqui Conceitual e Débora Aimee
Entrevista com Debora Aimee, autora do Projeto Experimental " O luxo da rainha Maria Antonieta como inspiração para lingerie de passarela", orientado pelos professores Fernando Hage e Vera Dias.

Fazendo Moda: O que levou você a escolha do tema?
Debora Aimee
: Escolhi o tema quando estava no 2º semestre do curso, assistindo aula de História da Moda com o professor Jorge Eiró. Ele passou o filme Maria Antonieta e eu fiquei encantada por tudo. Pensei: "queria me aprofundar nesse assunto, conhecer a vida dela, me inspirar no seu estilo para a minha própria criação”.

Fazendo Moda: Quais foram as dificuldade encontradas durante o desenvolvimento da pesquisa?
Debora Aimee:
Como me apaixonei pelo tema, adorava ficar horas pesquisando e escrevendo sobre ele. Tive a sorte de ter muitas referencias, porém a grande dificuldade foi quando, uns dois meses antes da entrega da versão final, eu fiquei sem inspiração. Ao mesmo tempo, sofri com a descoberta de uma doença grave de um parente meu. Esses dois motivos me fizeram ter muita dificuldade em concluir o Projeto Experimental.

Fazendo Moda: Qual foi o maior aprendizado no processo?
Debora Aimee:
Que com esforço e empenho eu posso conseguir qualquer coisa. Esse trabalho foi uma grande prova do meu amor pela profissão que escolhi.

Fazendo Moda: Como você avalia o resultado?
Debora Aimee:
Ficou muito bom.  Quem sabe, no futuro, poderá ser referência para outras pessoas que queiram estudar sobre o mesmo assunto.

Fazendo Moda: A partir de agora, em que área da moda você pretende atuar?
Debora Aimee:
Estou com projeto de atuar na área de criação. Lingerie e sapatos são minhas grandes paixões. Adquiri alguma experiência trabalhando com sapatos e pretendo trabalhar nessa área.

TEXTO Yukio Konno e Regina Ramos EDIÇÃO Rosyane Rodrigues IMAGENS Arquivo pessoal

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Art Nouveau inspira bordados_Paineis da Coleção












Painéis do TCC "AZULEJOS ART NOUVEAU: Inspiração para bordados de luxo", de Yeda Chaves.

Art Nouveau inspira borbados de Yeda Chaves


O tema para o Trabalho de Conclusão de Curso de Yeda Chaves surgiu da sua paixão por azulejos e bordados. Após um ano de pesquisa, o TCC "AZULEJOS ART NOUVEAU: Inspiração para bordados de luxo", orientado pelos profesores Vera Dias e Fernando Hage, foi defendido no curso de Bacharelado em Moda da UNAMA e aprovado com nota máxima. Em entrevista ao Fazendo Moda, Yeda explicou como foi o processo de pesquisa.

Fazendo Moda – Quais as dificuldades apresentadas durante o desenvolvimento do trabalho?

Yeda Chaves – Eram quatro temas envolvidos: azulejo, art nouveau, bordados e luxo. A maior dificuldade foi achar bibliografia sobre o bordado. Fiz uma ampla pesquisa bibliográfica, visitei os prédios históricos (Palacete Pinho, Paris na América e Palacete Bolonha), fotografei e fui reunindo material. Isso me ajudou bastante no desenvolvimento da pesquisa. Também senti dificuldade em criar e desenvolver, já que os bordados são feitos manualmente. É uma mão-de-obra difícil de ser encontrada em Belém, por isso resolvi fazê-los eu mesma.

Fazendo Moda – Como você avalia o resultado?

Yeda Chaves – O resultado foi satisfatório, já que alcancei todos os objetivos.

Fazendo Moda – Como você se sente sendo entrevistada por ter tido um trabalho nota 10?

Yeda Chaves – Estou realizada e feliz. Quero incentivar as pessoas a fazerem suas pesquisas com antecedência, pois o tempo passa correndo, o nervosismo e a ansiedade tomam conta e você acaba deixando de lado alguns dos seus planos.

Fazendo Moda – Quais são seus planos daqui pra frente?

Yeda Chaves – Pretendo me aperfeiçoar em Modelagem e também produzir pilotos de bordados para ateliês, fábricas e outros clientes.

TEXTO Nayara Costa EDIÇÃO Rosyane Rodrigues IMAGENS Arquivo pessoal

domingo, 28 de outubro de 2012

Sustentabilidade na rede social




A sustentabilidade é um tema cada vez mais abordado atualmente em virtude dos problemas ambientais que preocupam a sociedade. A Revista Estilo, da editora Abril, resolveu contribuir com a discussão e criou uma página no Facebook chamada de Bazar de Trocas. A ideia, aparentemente simples, mostra como é possível contribuir com o não desperdício de produtos. A página criada na rede social está atraindo cada vez mais  usuários, conectando pessoas de vários lugares.

TEXTO Laricy Lira, Estefânya Ferreira e Nayara Costa, com informações de Revista Estilo, EDIÇÃO Rosyane Rodrigues

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um verão tropicaliente


O Brasil está em alta. A tendência Tropical nas passarelas surgiu em 2011 e há duas temporadas, Prada e Stella McCartney apostaram em estampas exóticas como bananas, macacos e frutas para decorar suas coleções de primavera/verão. Uma das fortes tendências do verão 2012 são as peças bem tropicais, que garantem a alegria, e os tecidos leves, que garantem o conforto e muito movimento.  Agora além de frutas, os diversos tipos de aves, cores, folhagens, árvores e flores dos trópicos servem de inspiração até mesmo para vestidos de festa. Então, agora é correr para aderir às estampas queridinhas da temporada!

Na foto temos Adriana Degreas - Triton - Lenny - Verão 2012.




TEXTO Ana Laura Queiroz, Layse Almada, Rebeca Silveira, com informações de Mundo das Tribos EDIÇÃO Rosyane Rodrigues 






quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Louis Vuitton inaugura loja global em São Paulo




Ao som da cantora Ivete Sangalo, celebridades como Malu Mader, Cleo Pires, Carolina Dieckmann, Juliana Paes e Preta Gil irão participar, no dia 24 de outubro, do evento de inauguração da primeira loja global da marca Louis Vuitton em solo latino americano, no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Elas irão vestir as peças selecionadas do acervo da marca em homenagem à trajetória de Marc Jacobs. Como toda loja global, esta também disponibilizará todos os produtos da marca como: coleções femininas e masculinas completas, um travel room, espaço unicamente destinado aos artigos de viagem da marca e uma haute maroquinerie, onde o próprio cliente poderá fazer uma bolsa exclusiva, escolhendo o tipo de couro e de ferragens.

TEXTO Davi Konno e Regina Ramos, com informações de Glamurama EDIÇÃO Rosyane Rodrigues FOTO Getty Images


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

CLIC 2012 inscreve trabalhos


As inscrições de trabalhos para o encontro Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas (CLIC 2012) já estão abertas. Os interessados podem inscrever artigos e ensaios para uma das nove Divisões Temáticas (DTs) propostas pelo evento. O CLIC será nos dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, no Espaço Benedito Nunes, da Livraria Saraiva. As inscrições custam R$20,00.

As DTs que receberão trabalhos são: Imagens, representações e contextos; Literatura: estética, linguagens e experiência; Jornalismo: reconfigurações, possibilidades e sociedade; Corpo, performance e experiência; Música e meios: convergências e divergências; Cibercultura, práticas e políticas de Comunicação; Culturas urbanas: teorias, reconfigurações e discursos; Marketing, publicidade e propaganda: criação, ética e estética e Moda e Design na contemporaneidade: diálogos, práticas e possibilidades.

Os trabalhos devem ser enviados para o email clic.evento@gmail.com até o dia 26 de outubro, prazo improrrogável. Informações completas sobre as regras e descrições de cada DT podem ser acessadas pelo site. As inscrições para participantes ouvintes também já estão abertas e podem ser feitas, exclusivamente, pelo site.

Programação CLIC 2012 
A programação completa, que será divulgada em breve, contará com uma palestra de abertura, quatro mesas de debate, uma roda de conversa e nove Divisões Temáticas (DTs) em que os interessados poderão apresentar e publicar seus trabalhos. O evento também irá realizar o I Encontro de Produtores e Realizadores de Cultura e Mercado em Belém. Com o objetivo de aproximar pessoas que atuam na promoção de atividades culturais já reconhecidas na cidade e produtores iniciantes, o encontro visa incentivar a compreensão de que é necessário se pensar atividades culturais e sua relação com o mercado contemporâneo.

Além das inscrições de trabalho, as inscrições para participar como ouvinte do 2º Encontro Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas estão abertas e serão feitas, exclusivamente, pelo site do evento. Sem fins lucrativos, a taxa de inscrição para o CLIC deste ano custa apenas R$ 20. As vagas são limitadas

Serviço:
Inscrições de artigos e ensaios para o Clic 2012
Período: Até 26 de outubro
Local: Através do e-mail clic.evento@gmail.com
Valor: R$ 20,00
Maiores informações: (91) 8205-3232 / 9626-6454 ou pelo site 

Fonte: Guiart 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cultura das Profissões do Parque Shopping_parte 2





De cima pra baixo: consultoria de estilo, alunos do curso de Bacharelado em Moda da Unama e os professores Edila Porto, Yorrana Maia e Fernando Hage.

Cultura das Profissões no Parque Shopping









Nas mãos dos alunos do curso de Bacharelado em Moda, sacos de lixo são transformados em lindos vestidos. Trabalho realizado sob supervisão da profa. Lucinha Lobato. Desfile parou o Parque Shopping Boulevard.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Impressionismo e Moda


O boletim Arte em Revista desta semana mostra imagens da nova exposição no Musée D'Orsay, em Paris, "Impressionismo e Moda".

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Moda e movimento



Reginaldo Fonseca, fundador e diretor da Cia Paulista de Moda, esteve em Belém organizando o evento Pátio Belém Fashion Days. Este ano, o evento teve novo formato. Aberto ao público, mostrou as tendências para o verão 2013 com performance de dança e trilha com hits, como kuduro e tecnobrega. Foi nesse clima que Reginaldo concedeu entrevista especial para o Fazendo Moda.

Fazendo Moda: Há diferença entre nós e as demais regiões do país em relação à receptividade e comportamento de moda ?
Reginaldo:
Não vejo muita diferença, porque a moda é globalizada, a tendência é praticamente a mesma, mas os looks são diferentes em cada lugar. Aqui, as pessoas gostam do curto e dos tecidos mais leves. A proposta do verão: metalizados, lenços, Tropicalismo, funciona muito mais aqui porque vocês gostam de coisas mais alegres, dessa coisa de festa. Em dez anos o mercado de moda se profissionalizou, há curso de moda e a receptividade das pessoas é maior, elas são super calorosas.

Fazendo Moda: Qual a importância de mudar o formato do evento?
Reginaldo:
A democratização. As pessoas ainda dizem “é o shopping que dita moda”. Não existe mais isso, a moda não é mais uma ditadura. As marcas lançam suas tendências, e cada consumidor vai absorver as tendências de acordo com o seu perfil. Fizemos um evento com movimento, montando um grande palco na praça, arrumando os modelos em fila perto das pessoas, para que elas vissem os bastidores. Gosto de fazer coisas diferentes pois sinto que as pessoas estão cansadas daquela mesma coisa de vai e volta. Há eventos que eu levo banda, uso bailarinos...

Fazendo Moda: Você se vê como um cool hunter?
Reginaldo:
Exatamente, eu tenho que pensar! A Cia faz mais de 60 ações por ano com lugares e pessoas diferentes. Então, temos que ser facilitadores dessas informações e quando criamos essa grande brincadeira, fica leve. A moda é um mundo muito mágico e nós levamos para os eventos a sedução, o desejo, a expectativa e a informação. Fazemos algo conceitual, mas uma moda comercial. 

Fazendo Moda: Como estudantes, aprendemos a captar as tendências nos blogs, na televisão, nas ruas, onde há informação e pesquisa. A partir disso, fazemos um mural definindo o que é o que. Você trabalha dessa forma?
Reginaldo: Sim, passo o internacional para eles e eles o nacional para mim. Fazemos uma troca. São várias reuniões no início da temporada para decidir o caminho. Quando a equipe vai para as lojas, já está com um olhar apurado para o que queremos mostrar e o que vai vender.








TEXTO Camila Pontes e Rafaela Boff FOTOGRAFIA Camila Pontes EDIÇÃO Rosyane Rodrigues

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Concurso Novos Mantos inscreve até o dia 17



Quando falamos no Círio de Nossa Senhora de Nazaré os superlativos são inevitáveis. Procissão católica realizada há mais de dois séculos em Belém do Pará, o Círio é considerado a maior expressão de fé do povo paraense, a mais bela procissão católica do Brasil e do mundo.

De acordo com a lenda, a Virgem, quando foi encontrada por Plácido, já usava um manto. De lá pra cá, a Virgem de Nazaré já usou mantos confeccionados pelas mãos carinhosas de Irmã Alexandra, da Congregação das Filhas de Sant'Ana, do Colégio Gentil Bittencourt, de devotos católicos comuns e de grandes estilistas. Confeccionar o manto é considerada uma grande honra.

Para manter a tradição, o Projeto Novos Mantos: alinhavando talento e Fé propõe aos alunos e antigos alunos do Bacharelado em Moda da Universidade da Amazonia a confecção de um manto representativo.

Nesta 2ª edição do concurso a novidade fica por conta da parceria com o Shopping Pátio Belém, que será responsável pela exposição e  premiação aos vencedores.

Prêmios
  • R$ 500,00 para o 1º lugar.
  • R$ 300 para o 2º lugar.
  • R$ 200,00 para o 3º lugar.

Cronograma
  • Entrega dos mantos: 17 de setembro.
  • Votação no site do shopping: de 21 a 30 de setembro.
  • Premiação: 02 de outubro.
 Na foto a manto da antiga aluna Maria de Nazaré Cruz, vencedora da primeira edição.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Interseções: Arte, Design e Tecnologia




O 1º Encontro Interseções será um espaço de conexão entre os diálogos que a arte e o design veem estabelecendo atualmente, em especial com a tecnologia. O evento reunirá alunos, mestres e doutores, objetivando principalmente analisar, questionar e criticar processos e resultados provenientes dos diversos pontos que se cruzam, tanto no contexto artístico, quanto na área do design.
 
Além das mesas redondas e palestras o encontro terá uma novidade para quem está a fim de apresentar uma ideia. Após o término de cada mesa redonda, acontecem as sessões de Lightning Talks, que são palestras curtas - de 5 a 10 minutos - com tema livre, desde que tenha um conteúdo relevante ao evento.
 
O “Encontro Interseções” acontece no Espaço Benedito Nunes, na Livraria Saraiva, do Boulevard Shopping, nos dias 11 e 13 de setembro das 18h às 21h. As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas através do email: intersecoes.arte@gmail.com
Para participar do Lightning Talk envie sua proposta de tema para uma avaliação prévia feita pela coordenaçãoo do evento.

Serviço:
1º Encontro Interseções: Arte, Design e Tecnologia

Data: 11 e 13 de setembro
Horário: 18h às 21h
Local: Livraria Saraiva - Boulevard Shopping
End.: Av. Doca de Sousa Franco

Inscrições gratuitas: intersecoes.arte@gmail.com
Informações aqui

Confira a Programação:

Diálogos na Arte - 11 de setembro –18h

“Arte, Mobilidade e Mídias Digitais”
com Profa. Dra. Valzeli Sampaio

“Sobre a Arte Digital Aqui e Lá”
com Msc. John Fletcher

“Artemídia e Algumas Obras”
com Msc. Diogo Chagas


Diálogos no Design - 13 de setembro –18h
“Design + Arte + Tecnologia - Interfaces Visuais no Espaço Público.”
com Profa. Msc. Sâmia Batista e Silva

“Design de Mundos Virtuais: Dos primórdios da representação tridimensional ao espaço virtual 3D.”
com Msc. Junyo Costa

“O Designer de Planetas.”
com Prof. Msc. Acilon HB Cavalcante

Fonte: Guiart

quinta-feira, 30 de agosto de 2012



Com o tema “Origem paraense, criatividade brasileira”, a 12ª edição do Caixa de Criadores já tem data marcada para começar. Será no dia 18 de setembro, com desfile ao ar livre, em frente ao Museu do Estado do Pará. Clique aqui e leia mais.

Fonte: Caixa de Criadores

domingo, 26 de agosto de 2012



Outras imagens do Faces da Moda (sentido horário): platéia na palestra de abertura, workshop no Lab de Moda, "transmissão" em tempo real pelo Twitter (Rafaela Boff),  professora Mariana Rocha.

FOTOS Camila Pontes.

"Vá construindo seu futuro", entrevista com Mariana Rocha



Mariana Rocha, professora da Faculdade Santa Marcelina (SP), esteve em Belém semana passada participando do evento "Faces da Moda: encontro de saberes e fazeres". Além de apresentar o resultado da sua dissertação de mestrado “Ruas, passagens, passarelas. Charles Baudelaire, Walter Benjamin e os lugares da moda”, Mariana também realizou workshop para participantes do evento. No intervalo entre as atividades, a professora concedeu entrevista para o Fazendo Moda.

Fazendo Moda – Por que ainda é difícil dar um “status científico” para as pesquisas que envolvem moda?
Mariana Rocha –
Basicamente, porque tem pouca publicação sobre moda com valor científico. Temos muita coisa de Filosofia, Psicologia, Estética, Comunicação, Semiótica, mas de moda mesmo são poucas. O que percebemos é que os acadêmicos estão começando a falar sobre moda, entretanto a metodologia para embasar essas pesquisas ainda são poucas. Por exemplo, utilizo Charles Baudelaire que é um poeta e Walter Benjamin, um filósofo que fala sobre moda, e também Gilles Lipovétsky , que é filósofo interessado em moda.

Fazendo Moda – Será que falta interesse dos próprios estudantes de moda em desenvolver pesquisas?
Mariana Rocha –
Tenho uma opinião controversa sobre esse assunto e não sei se as pessoas vão gostar. O fazer moda, a criação, o estilismo não tem a ver necessariamente com o racional, o linear, o lógico, que necessita o trabalho científico. Nem sempre o estilista conseguirá explicar porque fez aquilo. Assim como na arte, muitos artistas não conseguem explicar a obra. Trata-se de outra linguagem e ao explicar perde a magia, como a história da mosca azul: o poeta fica olhando a mosca azul, admirando  e diz “nossa, que demais! Quero entender essa mosca azul”, então ele mata a mosca, que vira uma gosma. Ou seja, na medida em que algumas coisas são explicadas, o pensamento organizado racionalmente se perde, rompe, foge. A expressão é particular, é de cada um e uma coisa não está necessariamente ligada à outra. O desafio para os professores e para os alunos é tentar unir as expressões. Existe uma tentativa de moda como um campo de pensamento que é sensacional, mas não necessariamente uma pessoa que está pensando moda, inteligente e perspicaz são criadores de moda e vice e versa.

Fazendo Moda – Os cursos de moda estão se multiplicando nos últimos anos. Na sua avaliação, o Brasil tem mercado para absorver essa mão-de-obra?
Mariana Rocha –
Há alguns anos, em São Paulo, percebo ótimos profissionais sem trabalho, principalmente na área do estilismo. Sinto que o mercado está se esgotando e um dos motivos é a visão do empresário brasileiro que não quer contratar, não acredita muito no processo criativo, prefere copiar ao invés de ter um departamento de pesquisa e criação. Na medida em que o mercado se profissionalizar em relação à criação, esses profissionais serão absorvidos. Hoje, as universidades preparam o aluno, que sai com conteúdo, gabaritado, mas sem mercado. A economia brasileira é difícil para os pequenos empreendedores, há dificuldades para quem quer abrir o próprio negócio. Enfim, moda não é um mercado fácil, mas existe um desejo muito grande da juventude de trabalhar com essa linguagem e espero que consigamos trazer à moda a importância criativa que ela pode ter no Brasil.

Fazendo Moda – Não se pode sair da faculdade sem ter lido...?
Mariana Rocha –
São vários livros fundamentais, mas o Gilles Lipovétsky é fundamental e “O império do efêmero" é um clássico de todas as bibliografias de moda. Agora tem um livro que é menos comentado e é simplesmente maravilhoso, “O espírito das roupas ” (LINK 7), da Gilda de Melo e Souza,  que fala de moda de uma maneira muito interessante no aspecto sociológico, estético e artístico através da literatura, da fotografia de época e com perspicácia de análise muito interessante. É um texto gostoso e agradável de ler, muito bem escrito, é primoroso. Foi o primeiro trabalho aceito pela academia e foi defendido como tese de mestrado na USP, em 1950. Um livro brasileiro, escrito por uma mulher nos anos 50 e ainda tem muito valor para entender e analisar a moda hoje.

Fazendo Moda – Com a sua experiência, que conselho você daria para quem está chegando ao mercado?
Mariana Rocha
– O aluno entra muito imaturo na universidade, muito cru, sem saber o que fazer, sem ter uma perspectiva profissional de ter um ideal. Então:
1)    Entender um pouco o que é o mercado e as oportunidades que ele oferece é fundamental.
2)    Quase todo mundo quer ser estilista, fato, mas não tem emprego para todo mundo. Se adapte ao mercado, pois o contrário dificilmente ocorrerá.
3)    Caso não tenha condições de ter o seu próprio negócio, vá em busca de outras áreas, procure na estamparia, na moda casa, na decoração, em eventos, na comunicação, na internet. Busque oportunidades que estão fora da indústria. É preciso entender o que tem na sua cidade e no entorno.
4)    Por exemplo, se você é um criador com marca própria e não tem meios de ter seu próprio negócio, trabalhe algum tempo em outra coisa para ganhar seu dinheiro e ir fazendo um pé de meia, ali certamente você irá adquirir experiência. Se for vendedor de loja, analise como a empresa funciona, estoque, reposição, gerência, valores, como o cliente se sente em relação a roupa , ao atendimento.
5)    Em Belém tem uma ótima iniciativa que é o Caixa de Criadores, onde várias marcas de novos criadores estão se apoiando e desenvolvendo trabalhos inovadores. Veja as oportunidades de uma maneira realista, faça planos, vá atrás do seu sonho, mas faça um planejamento, pense nisso em anos, cinco anos, dez anos. Dê tempo para o seu sonho, encare com realismo as suas capacidades, aquilo que você sabe fazer, o que quer fazer e tente equacionar todas elas num planejamento para o futuro. Talvez agora não seja hora de você satisfazê-lo 100%. Vá construindo seu futuro.

TEXTO Rafaela Boff EDIÇÃO Rosyane Rodrigues FOTOGRAFIA Camila Pontes